12 razões para o choro

Como não podem fazer nada sozinhos, os bebês precisam dos outros para conseguir a comida, o calor e o conforto de que precisam. Chorar é o único jeito que o bebê tem de comunicar essas necessidades.

No começo, pode ser desesperador tentar descobrir exatamente qual é a necessidade: ele está com fome? Com frio? Com sede? Com tédio? Quer colo? Mas com o tempo, você vai começar a distinguir um pouco melhor cada choro do bebê.

À medida que vão crescendo, os bebês aprendem formas de se comunicar com a gente. Aperfeiçoam o contato visual, fazem barulhinhos e até sorriem. Tudo isso diminui a necessidade de choro.

Separamos os motivos mais comuns para o chororô dos bebês. Confira cada item e mesmo que nada dê certo, você vai ficar com a consciência mais tranquila de saber que fez tudo o que podia para consolar seu filho.

1 -Fome

O motivo mais comum para um recém-nascido chorar, quanto mais novo for o bebê, maior é a probabilidade de ele estar chorando por vontade de comer. O recém-nascido tem um estômago pequeno, que não aguenta uma quantidade muito grande de leite.

É bom aprender a identificar os primeiros sinais da fome antes do choro: colocar a mão na boca, ficar “procurando”, ficar inquieto. Aí você já oferece o leite e evita que o bebê fique nervoso.

Se o bebê chorar, tente oferecer leite. Pode ser que ele não pare de chorar na hora, mas deixe-o mamar. Conforme o estômago dele for se enchendo, ele deve se acalmar. Caso o bebê já esteja de barriga cheia e continue chorando, talvez esteja querendo dizer o próximo item da lista.

2 -Fralda suja

Tem bebê que não estão nem aí se a fralda está com cocô, é um quentinho gostoso, e tem outros que querem ser trocados na hora, principalmente se estiverem com a pele irritada. Verifique a fralda do seu filho e troque-a, se necessário. Talvez isso resolva o choro, portanto sempre vale a pena tentar.

3 -Sono

Seria ótimo se os bebês simplesmente fechassem os olhos e dormissem sempre que estivessem cansados, mas muitas vezes eles não conseguem fazer isso.

Quanto mais cansado o bebê estiver, mais irritável e agitado ele vai ficar, e aí é mais difícil dormir. Procure colocá-lo para dormir aos primeiros sinais de sono: olheiras, irritabilidade, olhar caído, esfregação de olhos ou orelha.

4 – Arrotinho

Quando o bebê chora depois de mamar, principalmente se estiver deitado, pode ser que tenha um belo arroto “entalado”.

Basta colocar o bebê na vertical e dar uns tapinhas nas costas. Se depois de uns dez minutos não der certo, pode ser o item seguinte.

5 -Dor de barriga

Como o sistema digestivo do bebê ainda é imaturo, ele pode chorar de cólica, devido a gases ou porque está com dificuldade de fazer cocô.

Em alguns casos, o bebê chora porque sofre de refluxo, ou seja, o leite fica voltando mais do que o normal e provoca dor e desconforto.

Normalmente, os pais conseguem distinguir a causa do choro quando se trata de dor de barriga. O bebê fica vermelho ou chora logo depois de mamar. Consulte o pediatra para ver o que é possível fazer para aliviar a dor, como por exemplo, utilizar gotas antigases.

Você pode fazer uma massagem, colocar uma bolsa de água quente na barriguinha do bebê, fazer movimentos de bicicleta com a perninha dele ou dar alguma coisa para ele sugar (a chupeta ou o seio), pois o movimento de sucção relaxa e alivia a dor. Só tenha atenção para não usar esse recurso o tempo todo, para o bebê não começar a usar seu peito só como chupeta.

6 – Colinho

Alguns bebês precisam de mais colo para se sentirem seguros. Crianças um pouco mais velhas já se acalmam só de ver você no quarto ou ouvir sua voz, mas as pequenininhas precisam do contato físico. Se seu filho está alimentado, de fralda trocada, e continua chorando, pode ser que só esteja querendo colo mesmo.

Se seu filho for da turma do colinho, você pode usar outras estratégias, como o canguru ou o sling (uma espécie de rede), que mantêm o bebê perto de você mas liberam suas mãos para fazer outras coisas.

Recém-nascidos também estranham ficar “soltos” num espaço muito grande. Você pode ter mais sucesso se deixá-lo enrolado numa manta leve ou colocá-lo num local mais aconchegante que o berço, como um moisés ou o carrinho.

7 – Frio e calor

Certos recém-nascidos detestam ficar pelados para a troca ou para o banho. Não estão acostumados a sentir o contato do ar com a pele e preferem ficar de roupa. Se seu bebê for um desses, você logo vai aprender a trocar a fralda em velocidade recorde para acabar com as reclamações.

Por outro lado, tome cuidado para não exagerar nas roupas, senão a criança vai ficar com calor. Um bom jeito de verificar a temperatura do bebê é sentir a barriga dele. Se ela estiver quente e suando, tire um pouco de roupa. Se ela estiver fria, agasalhe-o mais. Não vá pelas mãos e pelos pés, porque eles tendem a ficar mais frios que o resto do corpo.

8 – Algo incomodando

Bebês pequenininhos podem ficar incomodados facilmente, por exemplo, com um elástico muito apertado da roupa, uma dobra na fralda ou um fio de cabelo seu que se enrolou no dedo do pé ou da mão.

Dê uma boa inspecionada no bebê para ver se não tem nada incomodando. Troque a posição dele, tire a meia, olhe dentro da fralda, veja se não há uma etiqueta ou algo áspero na roupinha.

9 – Dente nascendo

O nascimento dos dentes é um longo processo que incomoda bastante alguns bebês. Se seu filho está chorando mais do que o normal, experimente sentir a gengiva dele com seus dedos. Você pode se surpreender.

Os primeiros dentinhos costumam surgir entre os 4 e os 7 meses, mas podem chegar bem antes ou bem depois.

10 – Excesso de estímulos

Pais de bebês maiorzinhos conhecem a situação: o bebê tem um ataque de riso e emenda com um ataque de choro! Os estímulos do mundo às vezes são demais para os bebês.

Um dia cheio de visitas e atividades pode deixar o recém-nascido muito excitado, e ele tem dificuldade para “desligar”. O excesso de estímulo luzes, barulho, passar de colo em colo – pode deixar o recém-nascido inquieto.

O bebê fica difícil no fim do dia ou quando a casa está cheia. Talvez ele só esteja dizendo: “Chega!”. Experimente levá-lo para um lugar calmo, reduzindo o nível de estímulos. Pode ser que ele ainda chore mais um pouco, mas depois ele finalmente se tranquiliza e dorme.

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