Líquido amniótico: tudo o que você precisa saber!

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O grande responsável por alertar à mulher que o bebê está chegando é o líquido amniótico que, sem aviso, sai em grande quantidade, molhando tudo o que encontra pelo caminho. No entanto, muito antes de anunciar a boa notícia aos pais, ele cumpre um papel essencial para o crescimento do bebê. A substância permite que o feto faça seus primeiros movimentos, como se nadasse em uma piscina morna e acolhedora. Sem essa atividade, ele ficaria limitado pelas paredes do útero e não seria possível desenvolver ossos e músculos.

Doze dias depois da concepção, forma-se o saco amniótico, uma camada fina, translúcida, porém muito forte e resistente, que envolve o bebê e o fluído durante a gestação, só se rompendo no momento do parto. Essa bolsa, aliás, é a primeira coisa que os pais conseguem ver no ultrassom na quarta ou quinta semana de gravidez, mesmo antes de ser possível identificar o embrião. Somente após a 20ª semana, quando o feto desenvolve os rins, é que começa uma interação mais direta com o líquido que o cerca. Ele o inspira e expira, engole e o elimina por meio da urina. Por mais estranho que pareça, esse processo é completamente saudável, porque estimula o desenvolvimento dos sistemas pulmonar e digestivo. Nessa fase, a substância está em constante renovação e passa a ser constituída principalmente pela urina do seu filho, mas também apresenta uma pequena concentração de nutrientes, hormônios e anticorpos. Outra função que o líquido exerce é o de proteger o feto. Ele serve como uma almofada aquosa capaz de defender contra impactos (caso a mãe caia ou sofra um acidente), além de preservar o bebê até durante o nascimento, amortecendo as contrações uterinas.

Atenção às cores

Assim que a bolsa estourar, observe a aparência do líquido. Ele indica se existe ou não uma emergência!

Transparente ou branco: cor natural do líquido. No parto, é normal que contenha pequenos grumos brancos, formados por pedacinhos de cabelo, gordura e pele do feto.

Vermelho: indício de descolamento da placenta, um quadro perigoso que pode comprometer a passagem de oxigênio e nutrientes para o bebê. Dependendo da gravidade e da semana de gestação, uma cesárea de emergência precisa ser feita.

Verde-escuro: espesso, como se ervilhas tivessem sido amassadas. Significa que o bebê evacuou dentro do útero. Há risco de que ele aspire a substância, o que pode levar a um quadro de pneumonite grave por causa da obstrução de traqueias e vias aéreas. Após o parto, é preciso limpar a boca e a narinas do recém-nascido, que também deve receber acompanhamento médico especial.

Amarelo: pode indicar a presença de pus e infecção dentro do útero. Mas não é preciso desespero, pois, às vezes, o amarelado se deve a uma mistura do líquido com urina que passou despercebida. O obstetra tratará a infecção se necessário.

Marrom-escuro: o médico precisa ser procurado imediatamente. O líquido pode ter ficado dessa cor por causa de uma hemorragia grave ou até mesmo morte fetal.

Fonte: Revista Crescer.

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